segunda-feira, 13 de abril de 2009

Renascimento do blog!

Ola a todos! Graças à uma produtiva conversa com Emerson Gonçalves, comentarista do Globoesporte.com , resolvi ressuscitar este triste e sozinho blog. Publico aqui a minha segunda resposta. caso tenham interesse em acompanhar o debate, acesse: http://colunas.globoesporte.com/olharcronicoesportivo/ 


Caro Emerson,

Fiquei muito feliz em ler e entender melhor o seu ponto de vista sobre os estaduais e agora vou fazer de tudo para sistematizar melhor minha opinião e demonstrar a razão de eu achar que você está equivocado em algumas partes cruciais da sua argumentação. Vamos lá.

Primeiro, devemos dividir esta discussão em dois pontos de vista, como você mesmo fez. A quem interessa aos estaduais? Aos pequenos ou aos grandes? Quanto ao ponto de vista dos grandes tenho certeza absoluta que você domina muito mais do que eu seus balanços e receitas, estratégias e planejamentos,mas mesmo assim vou ousar umas respostas às suas considerações.

Quanto à distribuição das cotas de TV, lembro que na ocasião em que o Manoel da Lupa reclamou que a Portuguesa vinha sendo tratada como time pequeno, argumentou que os quatro grandes receberiam 7.5 milhões enquanto que os times pequenos não passariam dos 1.4 milhões, se dividirmos estes 7.5 mi entre os 4 e dividirmos pelo número de partidas dá algo em torno dos 81521 mil reais se não estou enganado. O que é muito bom no meu ponto de vista. Mas mesmo usando os dados de que os estaduais geram 40% dos jogos do brasileiro acho este número perfeitamente viável e combina com a importância dos estaduais em relação ao Brasileirão. É um absurdo carregar um campeonato que tenha 40% da importância do campeonato mais importante? Não acredito. Se lembrarmos da Europa e deixarmos de lado a visão romantizada da perfeição de suas ligas, vemos que seus calendários contam não só com uma mas DUAS copas anuais. Estas copas comem datas também e são tão ou menos interessantes que a nossa copa do brasil, pois afinal cada liga europeia conta com 2 ou 3 times grandes no máximo. No entanto, estas ligas servem para dar vida aos pequenos.

Ainda sobre os grandes, os clubes brasileiros tem bastante autonomia no que diz respeito à política de decisão de campeonatos. Eles sabem que eles são as estrelas e não as federações, deixemos de lado um pouco esta  romantização dos clubes porque sabemos que os dirigentes que estão lá são seres humanos assim com os das federações e as decisões deles são baseadas tanto no bem-estar de seus clubes quanto no seu próprio, logo, podemos creditar algumas iniciativas ao bem dos clubes e outras ao bem dos próprios dirigentes. Por exemplo: quando os clubes entraram em disputa com a FERJ do Caixa d’água, não pensaram duas vezes em esvaziar o campeonato e irem jogar um Rio-São Paulo. Ou seja, o poder reside neles e se os Estaduais continuam fortes devemos isto aos clubes que ainda acreditam e se submetem aos Estaduais.(Lembro aqui daquela discussão no seu antigo blog sobre a Record e a Globo e os direitos de transmissão, em que os clubes foram cruciais para manter o monópolio da Globo, mesmo indo contra a lei mais básica do mercado que é, quem paga mais tem direito.) Tirando os 5 clubes que anualmente vão jogar a Libertadores e que estão longe de representar a massa de times do futebol brasileiro, estes sim tem reclamado bastante dos estaduais, especialmente o grêmio neste ano. Mas, o que faremos? Montaremos um  calendário baseado nos cinco times sempre-campeões de tudo que se dão bem e arrancaremos dos outros mortais a possibilidade de disputar um campeonato que é, sim, interessante? Não concordo com isto.

Sem contar que, ao montarmos um calendário baseado somentes nos grandes times do país, destroçamos toda a estrutura do futebol existente nos outros estados, porque convenhamos, a elite está em quatro estados. Os outros estados já penam em acompanhar os calendários da forma como está. Imagine então o que faria o Santa Cruz e o Figueirense enquanto São Paulos e Flamengos estão excursionando na ásia fazendo dinheiro? Falência na certa. (isso porque estou falando de grandes de outros estados e não pequenos).

Mas vamos lá, São Paulos e Flamengos vão para a Europa e pra Ásia fazer dinheiro. Este é o caminho para melhorar a marca? É correto o argumento de que os times europeus basearam suas marcas nestes tipos de torneiozinhos de verão mixurucas? Não acredito também. A marca hipervalorizada dos times europeus advém de uma federação quase ou mais poderosa que a própria FIFA. A UEFA é um monstro e agrega poder e valor aos times que participam de seus campeonatos. Por que o campeonato mundial não é valorizado como você mesmo ressaltou? Oras, porque a UEFA não tem nenhum interesse em organizar o segundo maior campeonato do mundo entre clubes, dando lugar ao Campeonato mundial FIFA. E eles tem poder pra isso, sabemos disso. Moro na europa e concordo plenamente com você. Ninguém aqui dá a mínima para o campeonato mundial. E se não dá a mínima para o campeonato mundial vai dar para torneiozinhos de verão mixurucas? Acho que não. Vide o caso do botafogo que veio aqui à Europa ano passado fazer um desses torneiozinhos e não levou muito pra casa em termos de ampliação da sua marca. É a mesma competição desleal entre a EURO e a Copa américa.

 

Vamos lá, agora aos times pequenos. Para falar de times pequenos temos que pensarmos como se estivessemos nos anos 50, quando ainda Recife e Porto Alegre eram mundos distintos. Não dá pra pedir uma reformulação de campeonatos nacionais onde times destas duas cidades se encontrem antes de que estes campeonatos sejam verdadeiramente rentáveis para fazer estes times precisarem se encontrar. O que quero dizer com isto? Todo mundo sabe que a série C é um campeonato que traz mais despesas do que receitas. Levando em consideração o caso do Rio Grande do Sul, que eu conheço um pouco mais. Lá, a federação gaúcha tinha três vagas para a série C daquele ano e pagava uma espécie de bolsa aos dois times melhores colocados no gaúchão 2007 para jogarem a série C, o terceiro time tinha que se virar. O que aconteceu? O terceiro time, que era o Veranópolis, se não me engano, cedeu a vaga porque não tinha dinheiro, em seguida, Guarany de Bagé, Brasil de Pelotas e Esportivo entraram em disputa pela vaga, que ficou com o Esportivo que era o único que tinha dinheiro. No distrito Federal, no ano passado, o Ceilândia passou a vaga pro Legião porque também não tinha dinheiro para disputar a terceirona. Os exemplos se multiplicam. Veja o Marcílio Dias que está prestes a largar a série C deste ano, que já é algo muito mais importante.

Acompanhei de perto alguns times nos Estaduais e fica claro que pra eles a série C de antes ou a D de agora não vale a pena. Simplesmente porque não tem grana lá, não tem cota de TV, não tem nada. Só estradas esburadacas, pagamento de salário e uma remotíssima possibilidade de subir à série B (agora C), que é tão remota que nem vale a pena, tendo em vista que estas 4 vagas normalmente são ocupados por times grandes de regiões periféricas que por acaso viveram um momento ruim na série B, tais como o Vila nova, Bahia, Atlético goianiense, Bragantino entre outros.

Concordo plenamente que precisamos de uma pré-temporada digna para os atletas para que eles possam render bem durante todo o ano, mas não acho que esta pré-temporada tenha que ser feita com torneios skol de verão pra lá e pra cá, afinal isso cansa também. O inter de Dubai, por exemplo, não conseguiu nem chegar às semis do gauchão. Acho absolutamente justo um campeonato estadual em que os menores se encontrem primeiro, deixando o calendário alargado e passem à uma segunda fase junto com os grandes, com diminuição de datas, mas sem diminuição da importância da competição.

Concordo plenamente que devemos reestruturar as séries inferiores nacionais. Mas enquanto ninguém sinalizar para uma proposta decente, acabar com os estaduais ou tirar seu poder é atirar contra a malha extensa de times profissionais do país.

Um grande abraço e obrigado pelo debate!

domingo, 27 de janeiro de 2008

Estréia de gala.

Se o sul esta em crise, o sudeste traz bons ventos.

Saindo da minha terra natal e subindo rumo à cidade em que cresci e que me batizou com um apelido que insiste em me perseguir, tenho a felicidade de dizer que o Macaé Esporte esta se portando de forma digna no Campeonanto Carioca. Mas antes de falar sobre o Macaé em si, gostaria de fazer alguns comentarios sobre a diferença entre o sul e o sudeste. Ao observar os placares da rodada fica perceptivel a diferença de como são jogados o Gauchão e o Carioca. Numa mesma rodada observamos três grandes goleadas, o Botafogo envolveu o Americano, o Vasco nem tomou conhecimento do Mesquita e o Flamengo soterrou o Duque de Caxias. No Engenhão houve um jogo aberto com direito a belas jogadas pé a pé, o que caracterizou os três gols botafoguenses. No sul do pais, excetuando a vitoria elastica do Internacional da capital sobre o São José, terceira força de Porto Alegre, todos os placares ficaram comedidos. Sobre o jogo que acompanhei posso relatar uma verdadeira guerra em Santa Maria, de um Guarany buscando se afirmar com seu novo técnico, que por acaso foi o comandante do coloradinho na ascensão à elite do futebol gaucho, contra um Internacional inspirado e empolgado pela série de resultados favoraveis frente ao Inter e ao Juventude. O gol marcado aos 49 do segundo tempo fez o narrador da cidade de Santa Maria gastar todo o resto de voz qua ainda tinha naquele fim de domingo; era perceptivel o clima tenso que a partida propunha e aquela voz que não parava de gritar chegou a propor que aquele gol tinha sido tão emocionante quanto ganhar um titulo! O clima de aguerrimento do sul do pais não é comparavel com nenhum outro campeonato, entretanto o Carioca tem o seu charme com suas equipes abertas e frequentemente mais técnicas.
Fica a questão, sera que o Roger vai conseguir passar da décima rodada do Gauchão?

Voltando para o Macaé Esporte. Time que completa seus 10 anos de vida, fez sua estréia nos gramados do lendario Maracanã, deixou o alvianil de lado e apostou no amarelo para fazer frente à tão falada maquina tricolor. Apesar de ter tomado um gol no inicio da partida não se deixou abalar e partiu para cima do desorganizado sistema defensivo do time das laranjeiras. Steve Loic deixou sua marca de novo e se estabeleceu como uma das grandes armas da equipe praiana. O Macaé teve tranquilidade de virar o jogo, deixando a torcida que compareceu em bom numero ao Maior do Mundo contente. Contudo o empate tricolor chegaria pelos pés de Cicero o que era de se esperar ja que o Macaé apos virar a partida se contentou em transformar a area do goleiro Cassio em uma casamata, onde o trio de artilheiros sem munição nao conseguiu penetrar.
O Macaé me deixou um pouco mais leve apos tantas decepções nesta semana. Ja superou o América e fez frente ao Voltaço e ao Fluminense.

Que venha o Império do Mal!

Makaeh

no apagar das luzes.

Antes de tudo.

Pus-me a refletir os motivos de escrever sobre coisas que não entendo e que compreendo que tenho poucos meios de me informar. Não posso assistir um jogo, não posso tampouco conversar com torcedores numa arquibancada enquanto como amendoim. Que legitimidade tenho eu de opinar sobre a vida de quem esta sendo diretamente afetado pelos resultados mostrados aleatoriamente num placar, seja de madeira, seja eletrônico? Sinto-me isolado, completamente mudo pois quando grito, de raiva ou de amor, não existe ressonância. De toda maneira eu grito; é simplesmente incontornavel o espasmo ocasionado pelo grito do narrador, tão distante.


Normalmente o futebol é algo que toca mas de certa forma se manifesta de forma distante, é compreensivel algumas horas de luto apos uma derrota decepcionante, mas logo isso se esvai e a vida volta a seguir. Mas e quando esta derrota provoca reações no mundo real? No dia a dia? Pra quem acompanha futebol é normal observar a saida e a entrada de treinadores de equipes que atravessam crises, mas e quando o nome que cai deixa de ser um nome de um profissional e se transforma no nome do seu pai? De certa forma deixa de ser um nome, algo impessoal, passa a ser algo mais forte, mais marcante. Daqui tentei entender o ar que se respirava no Estrela D'alva. Impossivel. Por isso me abstenho de comentarios e juizos de valor que serão, sem duvidas, baseados na opinião de intermediarios. Uso a internet como um bom radinho de pilha e me esforço para entender o que se passa entre as quatro linhas, consigo compreender alguns momentos do futebol que esta sendo jogado em Bagé e somado-se os comentarios e discussoes acaloradas de foruns de torcedores, às vezes me sinto sentado proximo ao alambrado do Magalhães Rossel, no entanto tudo isto é nebuloso demais, é intangivel. Entender o que se passa ao lado das linhas é trabalho demais, talvez seja doloroso demais então prefiro me restringir ao circulo central.

No apagar das luzes o Internacional de Santa Maria jogou mais terra no buraco do Guarany.

Makaeh

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Do extremo sul ao centro, do sul.

Saudações futebolisticas!

Primeiro vamos ao sul do Brasil, minha terra natal. Por la as equipes ja estão montadas e mostrando a que vieram. Os destaques da primeira rodada do Campeonato Gaucho ficam por conta de São José e São Luiz que vêm de vitorias convincentes contra grandes equipes do interior gaucho, Juventude e Brasil de Pelotas. Quanto à batalha colorada de Santa Maria eu so tenho uma certeza: a de que meu avô Bixiga esteve grudado no radinho minuto a minuto. Imagino eu que quando você trabalha dentro de uma equipe, vive derrotas e vitorias com ela e por ela você recebe marcas. Mesmo que não seja sua equipe do coração (conceito que cada vez mais estou deixando de lado), você leva consigo aqueles momentos de vibração e angustia. Meu querido vô subiu o coloradinho varias vezes para a primeira divisão para vê-lo cair umas tantas outras. Agora que ele aposentou tanto as chuteiras quanto à prancheta de técnico, restam as vibrações escondidas em algum canto da memoria que eu tenho certeza que foram reativadas com esta maravilhosa estréia do Internacional. Sim, o de Santa Maria. Diante de um Presidente Vargas lotado a equipe de Paulo Porto não deixou a desejar e mostrou suas pretensões neste Gauchão ao arrancar um suado empate por 2 a 2.


Agora vamos a parte que me toca. A estréia do Guarany de Bagé não foi a esperada pela torcida. Apos uma forte pré-temporada a equipe sucumbiu frente ao Veranopolis, no estadio Antônio David Farina, na serra gaucha. O jogo em si mostrou pontos positivos da equipe alvirrubra, como por exemplo o oportunismo do polêmico Dudu que abriu o placar para o time alvirrubro. No entanto, a equipe mostrou-se despreparada para segurar a pressão do time da casa e acabou cedendo o empate no segundo tempo. A partir dai so deu Veranopolis e o Guarany se desnorteou. No entanto vale lembrar que o Veranopolis não veio ao campeonato fazer figuração e é falso dizer que o Guarany perdeu somente por causa dos erros. Perdeu porque enfrentou uma equipe organizada, com bons talentos individuais, destaque para mikimba e coracini, e com o apoio da torcida. Obviamente estamos falando de uma torcida diminuta mas que de qualquer forma esteve presente no ADF e se fez ouvir. destaque tambem para os torcedores alvirrubros que foram até Veranopolis com a equipe para ver mais de perto a estréia do indio.


Esta derrota é fato, historia. Agora o técnico Leco vai ter que trabalhar para trazer pra Bagé os primeiros três pontos no campeonato. Vale lembrar que a estréia em casa do Guarany vai ser contra o São Luiz, que vem de vitoria contra o Brasil de Pelotas e que vai fazer de tudo para não deixar a peteca cair. No entanto o Guarany vai ter um décimo segundo jogador nesta quinta-feira. Depois de anos nas trevas a Estrela da Rainha da Fronteira vai brilhar mais uma vez. Foram instalados potentes refletores no Estadio Antônio Magalhaes Rossel que certamente vão guiar o Guarany neste seu centésimo primeiro ano!

Dizem por ai que nem o Beira-Rio brilha tanto...

abraços,
Makaeh
(que continua a se desculpar pela falta de acentos)

sábado, 12 de janeiro de 2008

E 2008 começou.

Saudações futebolisticas!
Este blog nasce com o intuito, cada vez mais popular entre blogueiros devo dizer, de valorizar e retratar o futebol independente. Escolhi chamar o futebol feito fora dos grandes estádios, longe da grande midia e que não é narrado pelo Galvão Bueno de independente por identificar nas equipes e pessoas que fazem com que ele exista um sentimento de orgulho e paixão por aquilo que fazem, independentemente do dinheiro ou do jogo de poder envolvido.
Independente porque estão preocupados com o que realmente importa: o futebol.
Aqui neste espaço, com a colaboração de outros blogueiros, vou tentar trazer um pouco as novidades, historias (sejam elas trágicas ou engraçadas) das equipes que se esforçam pelo Brasil em busca de um lugar ao sol. Como tenho entendido cada vez mais, este pais é imenso e se torna uma missão impossível se manter informado sobre todos os campeonatos que se desenrolam neste momento logo, por motivos metodológicos, cortes serão feitos. Trarei, com o maior prazer, novidades sobre o futebol do sul pais, através das atuações do meu querido Guarany de Bage, clube centenário que retornou a elite do campeonato gaúcho apos ser campeão da segunda divisão de 2006. Sobre o Guarany dedicarei um post mais tarde. Alem do Gauchão, o campeonato carioca também terá seu espaço, principalmente porque neste ano conta com mais equipes do interior que chegam querendo mostrar serviço. La pelas bandas cariocas buscarei informa-los ou diverti-los com as estorias do Macae Esporte, time da cidade em que cresci e que estréia na primeira divisão carioca.
Tenho certeza que perceberam que aqui nada vai ter de neutralidade jornalística ou mesmo axiológica, este espaço se trata simplesmente de um pouco da minha vida que se mistura com a vida destes profissionais do futebol sem refletores.


E 2008 começou. Com ele começam também os estaduais.é sabido que o calendário brasileiro de futebol possui falhas enormes, principalmente pela quantidade de jogos por ano. Alem dos campeonatos estaduais, temos o brasileiro, copa do Brasil, libertadores da América, copa sul americana entre outros de menor expressão. E óbvio que dentre os citados os campeonatos estaduais possuem menos poder junto a federação nacional e muitas vezes são tidos como o grande vilão e culpado pelo cansaço e rendimento abaixo do esperado dos jogadores durante o resto do ano. Seguindo a máxima de que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, e compreensível que os estaduais sejam um dia eliminados do calendário de futebol das grandes equipes, visando outras competições.
Se um dia este acontecimento tomar lugar perderemos muito. O futebol brasileiro virara as costas de vez para o interior que é cada vez mais esquecido e se concentrara nas grandes cidades. Problemas desta mudança geopolítica? Inúmeros. Ao destruir as bases periféricas, os jogadores aspirantes vão ter somente nas grandes equipes uma chance de mostrar o seu futebol, o que geraria um superlotamento nas equipes de base das grandes equipes brasileiras, que ja vivem sua crise particular quanto ao aproveitamento de jovens talentos ( vide casos de espionagem e aliciamento entre Botafogo e Internacional). De certa forma os times independentes agem como uma peneira para o futebol principal do Brasil e os estaduais são, sem duvida, uma vitrine para esta peneira de novas promessas ou até mesmo resgate de antigos idolos.

Deixando toda essa ladainha de lado, os estaduais são, no fundo, uma maneira dos torcedores que vivem em cidades pequenas expressarem seu amor pelo futebol, podendo acompanhar as ousadias de davis contra golias, de esforço e competência contra dinheiro e brilho. Afinal quem não gosta de ver seus proximos atuando como grandes, frente aos que costumamos chamar de grandes?

Fico por aqui e até a proxima rodada.

Makaeh
(Fica aqui tambem minhas desculpas pela falta de acentos, a França é muito bonita mas o teclado deles é uma desgraça.)